No reino encantado da imaginação

Por que é tão importante estimular a fantasia dos pequenos

O trabalho da criança pequena é brincar e imaginar. Transformar um graveto em espada, com a força da criatividade, é algo riquíssimo para o desenvolvimento infantil. Durante o brincar, os pequenos expressam tudo aquilo que absorvem do mundo. Quanto menos sofisticados (e numerosos) forem os brinquedos da criança, mais ela dará asas à imaginação para fazê-los funcionar no reino do faz de conta.

É por isso que as traquitanas muito tecnológicas, que “brincam” por conta própria, são logo deixadas de lado e trocadas, muitas vezes, pela caixa de papelão em que vieram embaladas. E engana-se quem pensa que o brincar precisa sempre ser dirigido por um adulto, que o pai e a mãe devem interagir com a criança o tempo inteiro. Aprender a brincar sozinho é um ótimo exercício de autonomia e estimula a imaginação infantil (quem nunca teve um amiguinho imaginário ou inventou que a casca de batata era uma iguaria indispensável para a papinha das bonecas?). “A imaginação cultivada na infância, em especial até os seis anos, é o que vai lastrar a possibilidade de criação no fazer, de estética nos julgamentos e, principalmente, vai lastrar a liberdade no pensamento futuro do homem”, ressalta a educadora Maria Cecília Bonna.

E quanto a estimular a fantasia em relação ao Papai Noel ou ao Coelhinho da Páscoa, por exemplo? Isso também é saudável? “Sim, a criança compreende o mundo através de imagens. Essa é a linguagem que ela entende. Mas, para que essas imagens não sejam vazias, ou apenas uma reprodução do que está na TV e em todo canto, precisam ser imbuídas de um significado mais profundo para o adulto que as transmite. Temos que parar e pensar sobre o que o Natal ou a Páscoa significam para nós verdadeiramente. Qual o sentido que está por trás de presentear pessoas queridas ou da expectativa de procurar ovinhos no jardim?”, aponta Iris Pessoa Mônaco, professora de educação infantil especializada em pedagogia Waldorf, linha que aborda o desenvolvimento integral da criança, não apenas o intelectual. Procurar pesquisar as histórias de gerações passadas que deram origem às lendas do Coelho da Páscoa ou do Papai Noel pode ser uma forma de ajudar no resgate desses significados e de deixar as festas de fim de ano mais ricas.

Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Abril, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê.
25/11/2013